A Mochila da Infância: Como as Feridas do Passado Afetam seu Relacionamento Hoje

Você já se perguntou por que reage de forma tão intensa a certas atitudes do seu parceiro? Por que uma simples crítica o faz se sentir atacado, ou por que o medo de ser abandonado surge quando ele precisa de espaço? A resposta pode estar em algo que muitos de nós carregamos, mesmo sem perceber: as feridas emocionais da nossa infância.

Nossa história de vida molda quem somos e como nos relacionamos. Se você cresceu em um ambiente onde a crítica era constante, pode ter desenvolvido uma ferida de rejeição. Se sentiu que suas necessidades eram ignoradas, talvez carregue uma ferida de negligência. Essas experiências não desaparecem. Elas se tornam parte da sua “mochila” emocional e, muitas vezes, são reativadas no lugar que deveria ser o mais seguro: seu relacionamento amoroso.

No dia a dia, essas feridas se manifestam de maneiras sutis, mas poderosas:

  • O medo de abandono pode se transformar em um ciúme excessivo ou na dificuldade de dar liberdade ao parceiro.
  • A ferida de crítica pode fazer com que um comentário inofensivo sobre a louça seja interpretado como um ataque pessoal, levando a uma briga desnecessária.
  • A ferida de negligência pode fazer com que um dos parceiros se cale e sofra em silêncio, sem conseguir pedir o apoio de que precisa.

Esses padrões não são culpa sua, nem do seu parceiro. Eles são o reflexo de um passado que ainda não foi curado. O relacionamento, em vez de ser o problema, pode se tornar a solução. Ele é uma oportunidade para finalmente olhar para essas feridas, compreendê-las e começar o processo de cura.

Como Caminhar Rumo à Cura a Dois?

O primeiro passo é a consciência. Comece a se perguntar: “Por que eu me senti tão mal com essa atitude? De onde vem essa emoção?”. Ao entender a origem de suas reações, você para de culpar o seu parceiro e passa a se responsabilizar por sua própria cura.

Em seguida, pratique a comunicação empática. Em vez de acusar, compartilhe sua vulnerabilidade. Diga: “Quando você me fala assim, me sinto muito pequeno e criticado, o que me lembra de algo que vivi na minha infância”. Isso convida o seu parceiro a se tornar um aliado na sua cura, em vez de um adversário.

Por fim, lembre-se que o seu parceiro não é responsável por curar suas feridas. Ele é seu companheiro nessa jornada, mas a cura é um trabalho interno. A terapia de casal é um espaço seguro e guiado para que vocês, juntos, entendam esses padrões e aprendam a construir uma nova forma de se relacionar, baseada na empatia e no apoio mútuo.

Se você e seu parceiro se identificaram com essas dinâmicas, saibam que vocês não estão sozinhos. Juntos, vocês podem transformar as feridas do passado em uma fonte de força para o futuro.

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